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Ilha Grande: praias, campings e aventura

Chegar à Ilha Grande pela primeira vez é duvidar que alguém, algum dia na vida, achou que seria penitência mandar alguém pra aquele paraíso. É que, o que é hoje um parque estadual e pólo de turismo, abrigou presidiários até 1994 de frente para aquele mar que oscila tons de verde e azul escuros, refletindo a mata.

Antes de entrar em detalhes do lugar, queria avisar a quem viu a tragédia do deslizamento de terra do réveillon 2010, que mais de 90% da ilha está liberada e não há porque ter medo do passeio. O medo é não querer sair de lá. Um levantamento do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) interditou 87 imóveis, a maioria em Provetá, Araçatiba e Praia Vermelha e grande parte moradias de ocupação desordenada. Nenhum trabalho do tipo havia sido feito antes, para poder prever algo como aquela fatalidade.

COMO CHEGAR – Tanto para quem sai do Rio ou de São Paulo, o melhor caminho para se chegar à Ilha Grande é a Rio-Santos. As cidades para embarcar rumo à Ilha são Angra dos Reis, mais perto para quem sai de SP, e Mangaratiba, mais perto de quem sai do Rio. Dos dois cais saem barcas regulares que cobram a partir de R$ 6, mas é bem mais caro em feriados e fins de semana. Também dá para chegar de catamarã ou embarcações de locais.

Vila do Abraão (Foto tirada do site: www.ilhagrandeon.com.br)

Vila do Abraão (Foto tirada do site: www.ilhagrandeon.com.br)

Quem vai zarpar de Angra precisa estar mais bem planejado, se não for para a Vila do Abraão. Lá, não tem transporte regular para outros pontos da ilha. O negócio é chegar ao cais e negociar barcos que estejam indo para a praia que você quer ir. Já aconteceu comigo de só conseguir embarcar no dia seguinte à minha chegada e tive que arrumar um hotel mequetrefe para passar a noite em Angra. Como sair de lá era beeem mais perto para a praia que eu ia acampar, achamos que valia a pena. As duas cidades têm rodoviárias e estacionamentos para deixar o carro enquanto você vai curtir a ilha. Veja o mapa da Ilha para saber que cais é mais perto do seu destino.

PRAIAS – Ilha Grande tem 106 praias. Muitas delas você pode conhecer a partir de trilhas, dependendo de onde estará hospedado. Para quem gosta de infraestrutura, o melhor é ficar na Vila do Abraão. Lá tem correios, posto de saúde, posto da polícia e é como uma cidade. É onde se concentram a maioria das pousadas e até um forrozinho à noite. Mas, como gosto mesmo é de acampar, essa nunca é a minha pedida.

Uma das minhas preferidas é Palmas (de acesso mais fácil por Mangaratiba). Uma enseada super bonita, praticamente só de campings. É uma das mais agitadas na alta temporada. De lá, uma trilha clássica, que dura meia-hora, é para a linda Lopes Mendes, uma praia de areia fina e branca, queridinha dos surfistas. Infelizmente, lá é proibido acampar. No meio do caminho, a trilha se divide em duas e para o outro lado fica a praia de Santo Antônio, abrigada, pequenina, com árvores e pedras nos cantos.

Outra que virou meu xodó na ilha é Aventureiro, uma vila de pescadores, que é também o paraíso dos surfistas. Mas para ir pra lá é preciso se programar melhor. A prefeitura só permite 560 visitantes por dia e, para manter o controle, você tem que pegar pulseira de autorização em Angra, determinando data de entrada e saída. Já no cais, um dos cartões postais: um coqueiro deitado dá as boas vindas ao paraíso. De lá, há trilhas para as praias do Sul e Leste, deliciosamente desertar fora de temporada.

Lopes Mendes (Foto tirada do site: www.ilhagrandeon.com.br)

Provetá é também é beeem bonito. Mas vale dizer que a enseada é uma comunidade evangélica. Então, se o seu objetivo é agitação noitada ou pelo menos tomar um gorozinho de noite, esqueça.  A Ilha também tem belas paisagens na Lagoa Azul (acesso por barco), Caxadaço e Dois Rios.

TRILHAS – Além das inúmeras praias, Ilha Grande também tem um infinito de trilhas e elas, dão, claro, a paisagens, cachoeiras e praias igualmente lindas. Muitas delas, inclusive a que leva ao presídio, saem do Abraão. Mas seja lá onde você for ficar, vai ter passeio pra fazer. É só perguntar pra um local, que você vai achar mata para desbravar. As trilhas são sinalizadas e bem amplas também.

Algumas eu já citei aí em cima e outras vou falar mais dos lugares em que estou acostumada a ficar. Do Abraão, a trilha até Palmas leva cerca de 40 minutos. Já no Aventureiro, é possível chegar a partir de uma trilha de Provetá,  mas essa é mais longa, dura umas duas horas.

CAMPING – A ilha é repleta de pousadas, casas pra alugar e campings – como lá é uma reserva natural, não é permitido acampar nas praias, só nos campings credenciados. Eu, sempre que fui pra lá, acabei acampada. Quem for desse tipo deve ter alguns cuidados: nem precisa levar  outro calçado que não seja chinelo, a não ser um tênis se você for de trilhas também. Se bem que tem algumas que dá pra fazer até descalço.

No cais do Aventureiro

Na maior parte das enseadas, mesmo as que não têm comércio nenhum, você consegue um PF pro almoço no lugar em que acampar. Mas é bom garantir seu estoque de comida. Para os fumantes e amantes de bebidas geladas, é arriscado contar com a infra de lá. Dificilmente você vai encontrar gelo pra colocar num bag freezer ou cigarros pra comprar. Além, claro, daqueles itens básicos: remédios, repelente, guloseimas, dinheiro vivo. Enfim, não conte com muita coisa por lá. Leve o que puder de casa.

PRESÍDIO – O presídio Candido Mendes, criado no início do século passado, fica em Dois Rios. Hoje lá, além das suas ruínas, é possível encontrar laboratórios de estudos da Uerj, e algumas figuras que trabalharam ou ‘se hospedaram’ no local.

Entre os presos famosos estão Fernando Gabeira, durante a ditadura militar, Graciliano Ramos, no governo de Getúlio Vargas, Madame Satã, que depois de solto virou morador do Abraão, e o bandido Escadinha, um dos fundadores do Comando Vermelho (uma das mais perigosas facções criminosas do Rio), que fugiu de lá numa ação quase cinematográfica, de helicóptero.

* Nesse site aqui tem um monte de informações bacanas, além de detalhes de horários de barcos, mapas e trilhas.

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

3 Respostas para “ Ilha Grande: praias, campings e aventura ”

  1. estava pensando em ir pra lá mas sem gelo n rola,ficar 5 dias pagando cerveja la e bem pesado preferi r a arraial que tem uma fábrica de gelo 24 hrs, dxo gelando a noite e bebo geladinha de manha gosto muito de tomar uma cerva vlww

  2. Olá, Luciene!
    As Viajantes fazem planejamentos de viagens através do Personal Trip. Mas para fazermos um orçamento precisamos saber para onde você pretende viajar e quando. Você encontra mais informações sobre esse serviço aqui: http://asviajantes.com/personal-trip

    Obrigada

  3. Ola, gostaria de saber valores de viajem para fins de semana. obrigada

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