• RSS
  • As Viajantes no Facebook
  • Siga-nos no Twitter

Eu já… fui à Flip

Paraty e sua clássica igrejinha

A Festa Literária Internacional de Paraty, ou Flip para os íntimos, é certamente uma das festas mais gostosas e bem organizadas do país. O evento, que este ano acontece em agosto, transforma a já deliciosa cidade de Paraty e é capaz de encantar até mesmo quem não é um super, hiper fã de literatura. Barraquinhas que vendem ou dão poesias, performances musicais e teatrais que se multiplicam pelas esquinas ou simples esteiras cercadas de livros estendidas embaixo de árvores garantem diversão mesmo pra quem abrir mão ou não conseguir um lugarzinho nas disputadas tendas do evento.

TENDAS, TENDAS, TENDAS…

A festa – que em 2010 acontece esta semana – abre sempre numa quarta-feira e vai até o domingo. Quem não tiver todo esse tempo disponível consegue aproveitar bem no fim de semana.

A programação principal da Flip acontece na chamada Tenda dos Autores. Uma imensa tenda com ar condicionado e assentos confortáveis. As mesas que acontecem na tenda podem também ser assistidas ao vivo na Tenda do Telão, que é montada no meio da praça.

A Tenda dos Autores é obviamente a grande atração da Flip principalmente porque é bem montada e a chance de você conseguir ficar bem pertinho das grandes estrelas da festa é grande, mas quem não conseguir ingressos – sim, eles se esgotam rápido! – ou simplesmente não tiver bala na agulha pra comprar entradas pra todas as mesas pode optar pela Tenda do Telão sem arrependimento. Há também os mais mochileiros que optam por assistir às palestras do lado de fora da Tenda do Telão. Nesse caso você não senta nas cadeiras, nem pode usar o equipamento de tradução simultânea que é distribuído gratuitamente mas consegue assistir ao debate pelo telão. Sem muito conforto, é verdade, mas de graça. Ou seja, a Flip é mesmo uma festa para todos os bolsos.

Além das duas tendas, há programação também na Casa da Cultura. Um lindo casarão que é transformando em point da festa onde se pode assistir a filmes, exposições, saraus e debates. Algumas programações também são de graça pras demais os ingressos custam R$ 10.

HOMENAGEADO

A Flip tem sempre um autor homenageado. Em 2010, o escolhido foi Gilberto Freyre. Saramago também deve ser lembrado durante o evento. Se o seu escritor preferido for o homenageado da Flip, você deve sair correndo agora para Paraty. É definitivamente uma oportunidade única de ver e escutar grandes especialistas reunidos e discutindo a obra dele.

Mas não ser um grande fã do autor homenageado não é, definitivamente, um motivo para faltar à festa. O evento tem uma média de cinco mesas por dia e algumas nada têm a ver com o homenageado. É só escolher uma, pode ser aleatória mesmo, e se divertir. Eu preciso confessar que me surpreendi em todas as mesa a que já assisti na Flip. E eu estou muito, muito, muito longe de ser uma especialista em literatura.

INGRESSOS

O palco principal da festa

Existem os flipmaníacos,  quem passam grande parte do ano acompanhando quem são os autores confirmados para a festa e compram ingressos logo no primeiro dia. Por isso, sim, as entradas para a tenda principal da Flip se esgotam rápido, rápido, rápido.

Mas a organização do evento guarda uma parcela dos ingressos para vender no dia. Logo, mesmo que vc opte por comprar tudo quando chegar em Paraty poderá dar a sorte de conseguir uma entrada para aquela super mesa concorrida. A dica é: chegue cedo às bilheterias (cedo mesmo, logo que elas abrirem) e compre logo as entradas para todas as mesas que  quiser assistir naquele dia. Nesse esquema eu já fiquei de fora da Tenda dos Autores mas nunca não consegui ingresso para a tenda do Telão.

As entradas para a Casa de Cultura só são vendidas em Paraty durante o evento.

Em 2010, os preços são: R$ 40 para a Tenda dos Autores e shows. R$ 10 para a Tenda do Telão e Casa de Cultura. Estudantes pagam meia.

CRIANÇAS

A Flipinha é a versão mirim da Flip e acontece ao mesmo tempo que a programação principal. Eu ainda não tenho filhos mas já tenho como meta levá-los à Paraty logo que vierem ao mundo. O evento é tão bem organizado que é capaz de despertar a atenção mesmo daquelas crianças hiperativas que não conseguem ficar mais de cinco minutos sentadas com um livro na mão.

O interesse já começa logo que as crianças chegam na cidade e se deparam com estátuas de papel marché em tamanho real montadas na praça principal.

Normalmente são reproduzidos personagens de livros infantis e portanto familiares aos pequenos. Também estão ali esteiras e livros pelo chão para que elas possam folhear e fazer os primeiros contatos com a literatura.

Além disso, fazem parte da programação teatrinho, musicais, contadores de histórias, oficinas e concursos capazes de deixar os filhos tão ou mais empolgados que os pais.

HOSPEDAGEM

Ruas lotadas

Isso é a parte chata da Flip. Achar uma pousada é um martírio durante o evento. Achar uma que caiba no bolso é uma agulha no palheiro, isso porque as hospedagens têm preços para a baixa e alta temporadas e preços Flip.

Pros mochileiros os campings são uma boa opção. Há dois na área urbana que oferecem uma boa estrutura e quebram um bom galho (é bom lembrar que com tanta opção do que fazer você só vai mesmo dormir e tomar banho na sua hospedagem).

No ano passado, no entanto, eu fiquei com um pouco de preguiça de levar toda a tralha camping para passar apenas um fim de semana e acabei optando por uma pousada no bairro do Jabaquara. O lugar é um pouco distante do centro histórico e do burburinho da festa mas como Paraty é beeem pequeninha nós pudemos ir andando todos os dias pra pousada. No entanto, se você não estiver de carro, certifique-se da altura de Jabaquara está a pousada que você achou. O bairro é grande e algumas ficam a uma caminhada razoável do centro. Nesse caso, a opção é ir de carro até o meio do caminho e caminhar um pedaço já que carros são proibidos no centro histórico de Paraty. Enfim, por estar distante e não ter um milésimo do charme do centro, Jabaquara oferece pousadas com preços razoáveis mesmo durante a Flip. A nossa não era exatamente charmosa mas era bem limpa e como donos muito simpáticos. E como a própria Flip tem charme para dar e vender isso não é exatamente um problema.

Se dinheiro não é um problema, a dica é pesquisar nas pousadas que são indicadas pela organização da Flip. Aí você pode ter certeza de que seu roteiro do charme estará completo.

Um outro lugar bom lugar pra pesquisar hospedagem é o site de turismo de Paraty.

COMENDO E COMPRANDO

Entre uma mesa e outra a dica é circular por Paraty e aproveitar tudo que a cidade tem pra oferecer. A cidade é repleta de ateliês que costumam ficar abertos até bem tarde durante o evento. Vale uma entrada em todos porque os trabalhos são realmente lindos.

Comer é outro programão. Paraty tem restaurantes ultra charmosos com destaque para os frutos do mar. Durante a Flip existe o circuito Gastro-literário, com pratos exclusivos criados especialmente para o evento e que tem como inspiração os autores participantes da festa.

Para fugir das furadas na hora de comer, clique aqui

Para imprimir clique aqui

Personal Trip

About the Author

Destinos exóticos e desconhecidos. É em lugares assim que Reba prefere passar as férias. Isso deve ser uma desculpa para poder passar os outros 11 meses do ano planejando a viagem.

4 Respostas para “ Eu já… fui à Flip ”

  1. Oi Camila,
    a nossa pousada foi a Marymar – http://www.paraty.com.br/marymar/ – como eu disse ela é super simples e longe do centro (mais ou menos uns 20 minutos de caminhada ou cinco de carro, embora conseguir vaga pra estacionar lá em época da Flip não seja das tarefas mais fáceis) mas os preço foi ok mesmo na Flip. Se você quiser pesquisar outras pousadas no bairro de Jabaquara, que costuma ter preços mais em conta, dá uma olhada aqui: http://www.paraty.com.br/bairros/jabaquara/

    beijos

  2. ê reba! que bacanérrimas as suas dicas pra flip; queria (muito!) saber o nome da pousada em que você ficou. um beijo,

  3. Olá Ytauna,
    Eu não lembro o nome dos campings mas eles ficam bem na perto da praça principal. Mas eu não tenho certeza se os campings funcionam o ano todo. Me parece que eles são montados especialmente pra Flip, quando a cidade fica sem opção de hospedagem pra todo mundo… Com certeza há campings regulares em Jabaquara.
    Beijos e boa viagem!

  4. Oi Reba!

    Tudo bem?
    Olha, vi que vc falou de dois campings na área urbana de Paraty. Você sabe me dizer os nomes? Tô indo pra lá no fds e lembrei de olhar o seu site (que acho maravilhoso!).

    Bjs

Deixe uma resposta

Você pode usar estas tags xHTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <blockquote cite=""> <code> <em> <strong>