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‘Voltei, Recife… Foi a saudade que me trouxe pelo braço…’

Boa Viagem é a principal praia urbana de Recife (Foto: Prefeitura de Recife)

Os versos cantados por Lenine e Alceu não deixam dúvida, Recife é daqueles lugares que você vai embora sabendo que vai voltar um dia. Seja pra descansar em suas praias e arredores, seja pra curtir a ebulição cultural da cidade. Pra quem quer incluir num roteiro maior, eu reservaria pelo menos uns 4 ou 5 dias pra conhecer o básico. Se só tiver tempo de ver o super essencial, 2 dão pro gasto.

Pra começar, uma coisa tem que ficar clara: não dá para visitar Recife sem abrir um espaço da agenda para Olinda e vice-versa, são menos de 10 km entre uma e outra.

DE CARRO – E, seja pra isso ou para conhecer as praias mais bacanas, eu recomendo estar de carro. Para quem vai de carro até lá, em vez de alugar, sugiro que opte pela rodovia litorânea, que é estadual.

Mãe e filho

Nas vezes que cheguei lá por via terrestre fui a partir de Maceió, que fica a cerca de 3 horas. Ir pela BR-101 nesse trecho significa encontrar muitos caminhões e estrada em condições ‘surpresa’. Estar lá de carro também ajuda. Mas vale lembrar que Recife é uma cidade grande e sempre há risco de pegar trânsito na hora do rush.

PRAIAS – A principal praia urbana é Boa Viagem, bairro nobre da cidade. Mas é uma das praias de tubarão da cidade, com direito a placa pedindo cuidado aos banhistas. Pra pegar sol, é bom ir cedo. Do meio para o fim da tarde, os prédios muito altos da orla fazem uma textura listrada de sombra na areia que chega até o mar.

O Forte de Orange visto de cima e, ao funco Coroa do Avião (Foto: Férias Brasil)

Uma que eu gosto especialmente é Coroa do Avião, uma ilhotinha em frente à Ilha de Itamaracá, um pouco longe da cidade. O passeio pode começar pelo Projeto Peixe-Boi, passeio fofo, sobretudo para quem tá com crianças, em Itamaracá. Lá tem uns tanques e é possível ver os bichões bem de perto.

Na sequência, sugiro o Forte Orange, marco da invasão holandesa ao país, na areia da praia.  Na principal praia da ilha, tem bares, passeios de jet ski, banana boat e um barquinho que te leva até Maria Farinha, de movimentação mais sossegada, poucos metros à frente.

Para quem tem curiosidade com Porto de Galinhas, dá para chegar lá em mais ou menos uma hora e meia. Calhetas, Carneiros e Tamandaré também são opções nem tão próximas, mas possíveis. Mas esse último, apesar da beleza natural, a viajante Flávia, por exemplo, não achou dos balneários mais agradáveis do mundo para descansar. No nosso carioquês, é meio ‘farofa’.

Ponte Mauricio de Nassau (Foto: Prefeitura de Recife)

HOSPEDAGEM – Sempre que posso fico em Boa Viagem, onde você consegue resolver coisas a pé e dá sempre pra dar um pulo na praia se quiser, dependendo da programação do dia. Nas minhas duas últimas visitas, fiquei no Bianca Praia Hotel, que tem instalações simples, mas novinhas, e preço bem honesto, além de ser a duas quadras da praia.

Mas para quem é fã de barzinhos alternativos, sugiro ficar em Olinda. Ainda mais em tempos de Lei Seca. Se bem que, dividindo, um táxi entre os dois lugares sai em conta. Uma vez fui a trabalho e fiquei num super hotel em Jaboatão dos Guararapes, que tem uma lista considerável de 5 estrelas. Mas o município (vizinho a Recife, do lado oposto a Olinda) é mais longe dos pontos principais e a praia nem é lá essas coisas. Por isso, se você puder escolher, não fique por lá.

PONTOS TURÍSTICOS E ATRAÇÕES CULTURAIS

A cidade tem atrações culturais de várias vertentes, do folclore regional ao alternativo eletrônico. O Recife Antigo é ponto obrigatório, que pode ser mesclado com um almoço ou uma ida a um de seus vários barzinhos. E aqui, de novo, eu insisto com Olinda, que tem também uma série de lugares gostosinhos pra uma cervejinha ou uma tapioca no fim de tarde.

Parque de Esculturas da Oficina Brennand

Quando tiver se programando pra ir, dê uma procurada na internet se vai rolar Abril Pro-Rock, um festival de música que sempre conta, entre suas bandas, com uma atração internacional alternativa bacana, ou Cine-PE, que é o festival de cinema do estado e volta e meia tem estreias do cinema nacional.

Do Maracatu ao MangueBeat, o que não falta é lugar pra badalar. Há alguns anos, a viajante Clarissa me indicou o Bar Central e o Capitão Lima, como alguns dos hypados da cidade, mas eu acabei não tendo tempo de conferir.

Outro da série do “eu não fui, mas quero muito ir” – minha família toda recomenda – é o passeio de catamarã pelo Rio Capibaribe, que sai do Cais das Cinco Pontas e passa pelas pontes da cidade (são muitas), além da Ilha de Santo Antônio, Península de Brasília Teimosa e o Parque das Esculturas de Francisco Brennand.

Instituto Ricardo Brennand

OS BRENNAND –

Por falar nele, acho os Brennand tão bacanas, que resolvi fazer um tópico só da família. Nesse parque das esculturas, Francisco, que é artista plástico, fez das ruínas de uma olaria que herdou do pai, sua oficina e seu enorme parque de exposições. A cerâmica é sua principal matéria-prima e sua arte está nos jardins, salas e na própria arquitetura do local.

Mas ele não é o único excêntrico da família. Empresário de sucesso, seu primo construiu um castelo para abrigar o sonha
do Instituto Ricardo Brennand. Com tamanho de um castelo de verdade, ele mandou construir um museu que pudesse abrigar com segurança e qualidade suas incansáveis coleções dos mais diferentes tipos de obras de arte, que vão de livros raros, passam por gravuras, esculturas, pinturas e bonecos de cera, até a armaria, que, pra mim, foi o ponto alto da visita. É um castelinho anexo só com armas de todos os tipos, algumas pertencidas à reis europeus e egípcios, cravados de pedras preciosas.

Essas, entre outras descobertas da minha última visita à Recife, me fizeram perguntar por que eu nunca tinha ido lá antes. Então, não dê o mesmo vacilo que eu, e reserve um dia para isso já na primeira vez. Os dois lugares ficam relativamente longe de Boa Viagem e distantes entre si. Se não tiver de carro, vá de táxi.

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De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

Uma resposta para “ ‘Voltei, Recife… Foi a saudade que me trouxe pelo braço…’ ”

  1. Existem muitas coisas legais aqui de Recife,mas acho que um restaurante imperdível é o casas de banho que fica ao lado das esculturas de brenand onde você pode ir de carro por Brasília Teimosa ou num barquinho pelo marco zero.Esse restaurante muito frequentado por volta no final da tarde onde o restaurante se encontra no rio e vc tem uma bela vista do sol se pondo,a comida tipica de frutos do mar e uma delícia,com certeza tem que estar na rota;

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