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Chapando na Chapada

Salto de 120 metros com direito a arco-íris no Parque Nacional Chapada dos Veadeiros

Salto de 120 metros no Parque Nacional Chapada dos Veadeiros

Quem conhece a minha caretice vai achar que eu to inventando com esse título aí. Mas viajar para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, é para chapar sim. Com ou sem aditivos (o licor de pequi é uma boa pedida). Chapar na grama, no rio, descansar, desconectar do mundo e viver algumas aventuras.

Veja mais fotos da Chapada

Fui no último Reveillon. Pegamos um avião até Brasília e, de lá, um carro para São Jorge, onde ficamos acampados. Lá é um lugar zen, e não é preciso acreditar em ETs ou ter visto UFOs para curtir o lugar que tem uma beleza natural fora do comum e uma vibe mágica.

Camping com direito a cristais de quartzo rosa

Camping com direito a cristais de quartzo rosa

Chegamos sem nada reservado e, enquanto rodávamos atrás de um camping, vimos casas com pirâmides de vidro no quintal e outras dicas de que teríamos bons fluídos para 2009.  É muito tranqüilo de chegar e escolher na hora. Até porque tem camping que nem abre na época das chuvas, no verão. Depois da barraca armada percebemos que estávamos acampados num círculo de cristal de quartzo. A paz só era quebrada por uma enxurrada de mangas das três mangueiras que descarregaram frutas sobre nós durante toda a temporada.

Para quem não liga muito pra isso, vamos ao que interessa. São Jorge é a cidade mais bicho grilo, onde fica o parque nacional e de onde, geralmente, saem os passeios. Tem pousadinhas bacanas e um ou outro barzinho pra se distrair á noite, fáceis de desbravar nas pouco mais de duas ruas da cidade. Mas não tem banco. Quem tiver a fim de uma estrutura maior deve ficar em Alto Paraíso de Goiás.

El paredón

El paredón

DICAS GERAIS:

Lá é, sem dúvida, um lugar melhor de ser explorado de carro. Os passeios não são muito perto e a maioria fica em propriedade privada. Então vc anda, anda e anda na estrada e ainda tem outros quilômetros quando cruza o portão. É recomendável tomar vacina contra a febre-amarela. Verão é época de chuvas, tem que ficar atento aos avisos de trombas d’água e ter cuidado redobrado ao contratar esportes de aventura. Na bagagem, são itens obrigatórios: tênis ou botas de treking, filtro solar, repelente, casaco para o frio da noite, biquíni ou sunga.

TÍPICOS: O pequi é a grande vedete, mas muito difícil de ser encontrado no verão. Costumam recomendar o arroz com pequi. O que eu consegui chegar mais perto foi um licor da fruta, no bar do Seu Valdomiro, aos pés do Morro da Baleia. O coroa é uma figuraça, que fica contando ‘causos’ da chapada e tem outros quitutes típicos da região.

COMO CHEGAR: Quem vai pegar a estrada é mais seguro ir pela manhã. A estrada principal tem alguns bons buracos e a menor, que dá acesso à São Jorge, é de terra e esburacada, no melhor estilo rally. Indo de Brasília, o caminho é: Saída Norte pela BR 020, em direção a Formosa GO (é a saída pelo Eixão, sentido Norte, como quem está indo para o Lago Norte). Após passar Sobradinho e Planaltina GO. Após 8 km de Planaltina, no trevo siga à esquerda pela GO 118 passando por São Gabriel, São João D’Aliança e finalmente Alto Paraíso. Na entrada de Alto Paraíso, no trevo,vira-se á esquerda, em direção a São Jorge.

Cachoeira Almecegas 1

Cachoeira Almecegas 1

PASSEIOS:

Como quase tudo é em propriedades privadas, sempre tem uma entrada simbólica a pagar para chegar às cachoeiras. Mas vela a pena, eles têm estacionamento seguro e, muitas vezes, você pode encomendar o almoço para quando terminar o passeio. Mesmo quem já foi várias vezes à Chapada, reafirma que é preciso muitas viagens para se conhecer tudo. Veja aí os principais:

Parque Nacional: É lindo e obrigatório para mochileiro que se preze. Tem que tirar um dia no mínimo só para o parque, mas dá para fazer em dois. São duas rotas de passeio por lá para seguir e elas duram o dia todo. Leve comida e garrafinha de água mineral. Lá só se entra com um guia, que pode ser contratado com antecedência na cidade ou na porta do parque. Eles fecham um preço único e você divide entre os integrantes dos grupos. Se tiver com pouca gente é fácil de entrar num lá tb. Quando eu fui, só tive tempo para um passeio, que foi o dos saltos. Incrível!

Formação rochosa do Vale da Lua

Formação rochosa do Vale da Lua

Vale da Lua: É lindo, parece mesmo que vocês está entre as crateras lunares. Cuidado só pq em épocas de chuvas tem históricos de trombas d’água. Dizem que as rochas cintilam em noites de Lua Cheia, mas não vi pra confirmar.

Almécegas: Fica na Fazenda São Bento, ainda na parte asfaltada da estrada. Tem as cachoeiras Almécegas 1 e 2 e suas piscinas naturais. Lá dá pra fechar aventuras como rapel, tirolesa e arvorismo. Fiz uma tirolesa de 850 m. Amei e super recomendo.

Raizama: Caminhadas de 15 minutos, possui bonitas cachoeiras. Também oferece rapel. À noite é o local das festas e shows. Para saber mais, vale ir no link: http://www.chapada.com

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Personal Trip

About the Author

De moto, barco, carro, avião, trem ou ônibus, para Alícia o importante é viajar, conhecer lugares novos, sem deixar de desbravar o Brasil.

Uma resposta para “ Chapando na Chapada ”

  1. Gente, que lugar liiindo!!!
    Amei!
    Pena que, com os nossos recursos parcos, ainda não pudemos ir pra longe! rs
    MAs sonhamos… sonhamos muito!

    Vou viajando com vcs!

    Abraço!! 🙂
    http://vemconosco.wordpress.com

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